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Terça-feira, Julho 18, 2006
Agora não tem mais jeito. Chegou a hora. Decisão da Copa do Brasil entre Flamengo e Vasco. Finalmente uma decisão carioca numa competição nacional, fato que há muito tempo não tínhamos. E uma vaga para o Rio na Libertadores.
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7/18/2006
Quarta-feira, Julho 12, 2006
É isso aí, fim da Copa e temos um campeão. Um campeão não, um tetracampeão. A Itália que, com um time "Grosso", mostrou a força que tem a camisa azul e superou não só os adversários dentro de campo, como os problemas passados nos principais clubes de seu país, em que muitos jogadores fazem parte. Se um time tende começar com um bom goleiro, a Itália não foge disso, tem o melhor goleiro da copa e o melhor do mundo já há alguns anos: Buffon. Na lateral direita, um jogador moderno, que defende e ataca; que fez gol, acertou bola na trave na prorrogação de uma semi-final contra os donos da casa: Zambrotta. Na defesa, a Itália começou com talvez a melhor dupla de zaga da copa: Cannavaro e Nesta, este último por uma vontade dos Deuses do futebol se machucou e só jogou a primeira fase da copa, e deu lugar ao limitado Materazzi, que entrou no meio do jogo em que Nesta se machucou e logo de cara marcou um gol. Além disso também fez um gol numa final de Copa e converteu um pênalti com muita categoria em um momento que muitos já tremeram. E o que falar de seu companheiro de zaga, Fábio Cannavaro, o "melhor jogador da copa" (com grande ajuda de Zidane)? Não falhou em nenhum momento e impressionou a todos com sua concentração nos momentos decisivos dos pênaltis, em que do primeiro batedor ao último ficou sozinho e parado com os braços cruzados, explodindo de felicidade na hora em que o título estava garantido. No meio, o famoso quebrador de canela, Gattuso que, com sua falta de talento, foi compensada pelo seu vigor e sua vontade de ganhar (vontade que jogadores de outra seleção que todos conhecem não tiveram). Mais a frente, uma surpresa, Pirlo. Um volante que é coadjuvante no Milan, virou estrela. Com muito talento marcou um gol, foi decisivo na semi-final contra aAlemanha com aquele passe sensacional para Grosso fazer o primeiro gol da Itália na prorrogação daquele jogo. Na frente as maiores esperanças antes da Copa e as maiores decepções depois da mesma: Totti e Luca Toni.Tudo bem que o primeiro voltava de uma contusão muito séria que quase o deixou fora da copa, mas apesar de não fazer uma boa Copa, não foi péssimo. Muito a quem do que esperavam. Já o atacante Toni, foi o artilheiro do Campeonato Italiano e chegou como uma esperança de gol. Até que fez dois e cabeceou uma bola na trave na final, mas será lembrado principalmente pelas várias vezes que dominou a bola na canela. E deixei para falar por último sobre um desconhecido. O lateral esquerdo Grosso. Ele é um jogador de um time pequeno da Itália, o Palermo (ele já foi vendido para a Inter de Milão), começou a Copa como reserva e graças a uma cotovelada do titular De Rossi no segundo jogo, assumiu o posto e teve uma atuação espetacular na história dessa competição. Nas oitavas de final invadiu a área da Austrália pela esquerda aos 47 minutos do segundo tempo e cavou um pênalti, que foi logo convertido por Totti e classificou a Itália para as quartas. Na semi-final contra a Alemanha ele fez o primeiro gol da Itália na prorrogação, e foi um golaço. Tudo parecia que seria a maior glória deste jogador na Copa, mas não foi. O destino ainda tinha reservado algo bem maior para esse jogador: o gol do título. Numa cobrança perfeita de pênalti. No duplo sentido da palavra, além de Grosso ser o autor do gol do título, em italiano "grosso" significa "grande". Então, salve a Azzurra, viva o time grande da Itália, tetracampeã do mundo.
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7/12/2006
